sexta-feira, 14 de maio de 2010

Vídeo: Mudar rotinas em Vila Franca de Xira

O caminho pedonal ribeirinho entre Vila Franca de Xira e Alhandra, com 3 kms e 4,25 m de largura, é um dos espaços preferidos da população do concelho. Caminhar, andar de bicicleta ou apreciar a paisagem são algumas possibilidades de utilização.

Caminho muda rotinas em Vila Franca de Xira from Jornalismo Online on Vimeo.


*Este trabalho foi realizado no âmbito do curso: Ateliê de Jornalismo Web, do Cenjor. No módulo de Video. O programa usado foi o Adobe Premiere Pro 2.0.



Fotogaleria: Um cenário quase perfeito

Com vista privilegiada para o Rio Tejo, os mouchões e a lezíria, o passeio pedonal ribeirinho de Vila Franca de Xira tem, ao longo do percurso, elementos que destoam num cenário de grande beleza natural: as fábricas de Vila Franca e Alhandra.



 
A desactivada e degradada fábrica do descasque do arroz em Vila Franca de Xira
 
 
 


 
 
Vista da Lezíria


 
 
 
 
 
 
Os esgotos são uma constante


 
 
 
 
 
 
A sombra e o ar puro das árvores


 
 
 
 
 
Os grafitis tomam conta dos espaços abandonados




 
 
Um olhar sobre o Rio Tejo


 
 
Antiga Escola de Máquinas da Marinha
 


 
Prados de sequeiro florido
 


 
 
Fábrica da Cimianto, em Alhandra


 
 
Espaços verdes


 
 
Cimpor - Cimentos de Portugal, em Alhandra




Cais de Alhandra






*Este trabalho foi realizado no âmbito do curso: Ateliê de Jornalismo Web, do Cenjor. No módulo de Imagem. Todas estas imagens foram trabalhadas no Photoshop CS4 e CS5, em termos de ajuste tonal, contraste e saturação. Algumas delas foram ainda trabalhadas a preto e branco.

Voxpop: Como vê o passeio pedonal?

As opiniões sobre o ex-líbris do concelho são unânimes: É uma mais-valia para a população local. Mas, apesar dos aspectos positivos, há ainda algumas coisas a melhorar.




*Este trabalho foi realizado no âmbito do curso: Ateliê de Jornalismo Web, do Cenjor. No módulo de Som. Os programas usados foram o Sony Sound Forge 8 e o Vegas 6.


quinta-feira, 13 de maio de 2010

Estuário do Tejo: Fauna e flora

O Estuário do Tejo, zona húmida de importância internacional, contempla diversas espécies características da avifauna nacional. Quem passa no local, não fica indiferente à sua presença.


Consideráveis são as espécies que habitam este espaço, em contacto permanente com a natureza. Aves grandes ou pequenas, aquáticas ou terrestres, fazem deste sítio o seu habitat ao longo de todo o ano. Outras escolhem-no apenas durante o Inverno.

Sendo o passeio ribeirinho uma zona de grande afluência populacional, é natural que grande parte das aves que ali habitam sejam indiferentes à presença do Homem. A Gaivota-de-Asa-Escura e o Pato-Real são espécies comuns neste espaço e bastante apreciadas pela população.

Outras espécies características da zona ribeirinha, e não menos importantes, são o Rouxinol-Grande-dos-Caniços e o Cartaxo-Comum. Estas aves de pequenas dimensões, características de locais húmidos, encontram na vegetação existente ao longo do passeio ribeirinho a sua alimentação, sobretudo nas árvores de folhagem densa e caniçais.

A Gaivota-de-Asa-Escura e a Garça-Branca-Grande também se encontram neste tipo de zonas húmidas, ribeirinhas, por preferirem margens pouco inclinadas e com vegetação não muito densa.

Existem ainda algumas espécies limícolas, que vivem no limo e no lodo, associadas a zonas húmidas como o Estuário do Tejo. Estas aves, conhecidas pelas suas vastas migrações, ocorrem ao estuário essencialmente de Inverno, como o Maçarico, o Borrelho-de-Coleira-Interrompida, o Alfaiate e o Pilrito-Pequeno.

A vegetação

A naturalização deste espaço foi concretizada através da plantação e da sementeira de espécies locais com reduzidas necessidades hídricas, e que muito têm contribuído para a manutenção da diversidade biológica e para o equilíbrio ecológico desta zona ribeirinha.

Entre as espécies de arbustos seleccionados salienta-se a utilização de Tamargueira, Salgadeira e Aroeira, colocadas em pontos estratégicos ao longo de todo o passeio ribeirinho. A preocupação no modo como são distribuídas e plantadas tem resultado numa harmonia do espaço.

Quanto às sementeiras, optou-se pelo prado de sequeiro florido, composto por várias espécies, Medicago Lupulina, Trifolium Fragiferum, e Lonicera Etrusca, o que permite a protecção do solo, promove uma cobertura mais eficaz e reduz os efeitos erosivos. Além disso, é uma importante fonte de alimento para algumas espécies avícolas. Os caniçais mantidos nas valas existentes são de particular importância para a preservação de algumas espécies e para o aumento da diversidade biológica.

É esta consciencialização e preocupação ambiental que faz com que o espaço preserve as suas especificidades naturais.


*Este texto foi escrito no âmbito do curso: Ateliê de Jornalismo Web,do Cenjor. No módulo de Escrita Digital.


quarta-feira, 12 de maio de 2010

Corrida, corridinha, caminhada

O passeio pedonal de Vila Franca de Xira é usado para acontecimentos desportivos. As suas condições físicas, aliadas à localização geográfica, fazem com que seja local de eleição para este tipo de iniciativas.


Um dos eventos desportivos mais emblemáticos é a Corrida das Lezírias, prova anual de 15 quilómetros, organizada pelo Pelouro de Desporto da Câmara Municipal de Vila Franca. A prova, realizada no mês de Março, tem por objectivo promover a actividade desportiva no concelho.

Das três provas existentes, apenas a Mini-Corrida entre Alhandra e Vila Franca decorre na pista do passeio ribeirinho. As outras duas ocorrem em espaços diferentes: a Prova Principal, de 15 quilómetros, atravessa a Ponte Marechal Carmona até às lezírias; a Corridinha, para os mais pequenos, realiza-se no Parque Urbano do Cevadeiro, em Vila Franca.

Todos os anos, milhares de pessoas, umas movidas pelo desporto, outras pelo convívio, dirigem-se ao Parque Urbano do Cevadeiro para participar nas três provas propostas.

Amadores e profissionais do desporto traçam num circuito misto, entre cidade e campo, as belas paisagens ribatejanas.

A beleza natural e as condições da competição ganham, cada vez mais, a simpatia dos atletas. Este ano, a corrida bateu o recorde de 1400 participantes na Prova Principal e cerca de meio milhar nas restantes.

Comemorações do Dia Mundial da Saúde

Também este ano, durante as celebrações do Dia Mundial da Saúde, no mês de Abril, a câmara organizou um conjunto de actividades com o tema “Urbanismo, Saúde e Inclusão Social”. Estas actividades procuraram ir ao encontro daquilo que foi definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na campanha “1000 pessoas, 1000 vidas”.

Dia 11 de Abril foi a data escolhida para a caminhada, a decorrer no passeio pedonal. Muitos foram os que aderiram a esta causa e vestiram a camisola. Principalmente, os mais idosos.

Ao som de música bem animada, todos fizeram a sua preparação. À sua espera estava a meta, em Alhandra. Até lá, teriam de percorrer cerca de 3 quilómetros. Uns com mais ritmo que outros, concluíram a prova com aproveitamento, sob o olhar daqueles que os esperavam do lado de Alhandra, para a realização de testes médicos gratuitos.

Estas comemorações resultaram da parceria entre o município, a Rede Portuguesa das Cidades Saudáveis, o Hospital Reynaldo dos Santos, a Comissão Social Inter-Freguesias de Alhandra, S. João dos Montes e Sobralinho, e Sociedade Euterpe Alhandrense.

Resultado da adesão ao apelo da OMS, a Câmara de Vila Franca recebeu um certificado emitido pela organização ao concelho.


*Este texto foi escrito no âmbito do curso: Ateliê de Jornalismo Web, do Cenjor. No módulo de Escrita Digital.


terça-feira, 11 de maio de 2010

Requalificação: Um projecto para continuar

O plano de requalificação da frente ribeirinha do concelho de Vila Franca de Xira promete prolongar o passeio pedonal, a norte e a sul do concelho. Existem inúmeros projectos e uma nova candidatura por parte da autarquia.


Proceder à demolição da antiga fábrica do descasque do arroz, situada em Vila Franca, para dar lugar a uma praça com uma ampla vista para o Rio Tejo é um dos projectos anunciados pela câmara municipal.

Segundo a autarquia, “foi aprovada uma candidatura deste município, no âmbito do QREN, de Requalificação Ribeirinha da Cidade, que constitui a terceira fase da obra e que permitirá ligar o caminho pedonal ao Jardim Constantino Palha e ao Parque Ribeirinho previsto a norte da Ponte Marechal Carmona, em Vila Franca”.

Em tempos, um painel gigante, em tecido, cobria uma das partes laterais da fábrica do descasque do arroz, fazendo as delícias dos que usam o passeio pedonal.

José Rodrigues, 86 anos, morador em Alhandra, ia até às imediações da fábrica só para olhar para aquele painel. “Foi pena o vendaval ter rasgado o pano. Era um espectáculo. Nós íamos ali atraídos por aquilo, para ver aquela vista. Levava-me mais o pano que a viagem do passeio pedonal em si.”

No apelativo painel informativo, colocado pela autarquia estrategicamente, podia ver-se um esboço do projecto de continuidade de requalificação da frente ribeirinha, a norte do concelho.

A candidatura que surge ao abrigo do programa Polis XXI, programa financiado pela União Europeia para a requalificação das cidades, prevê ainda a requalificação da Frente Ribeirinha da Zona Sul do Concelho (nas freguesias do Sobralinho, Alverca do Ribatejo, Forte da Casa e Póvoa de Santa Iria) para a qual estão também previstos vários parques ribeirinhos e caminhos pedonais.

Com esta candidatura, a câmara municipal pretende promover o Rio Tejo enquanto factor de identidade do concelho e local privilegiado para a criação de espaços de lazer e cultura. Todas as iniciativas propostas têm, no entanto, em atenção a protecção, valorização e salvaguarda dos valores naturais, paisagísticos, patrimoniais e culturais ligados ao rio.

Valores e apoios

O investimento global é de 9,790,000 euros, dos quais 7 milhões serão suportados pela câmara municipal e REFER, com 3,500,000 euros cada. Os restantes 2,790,000 euros resultarão do investimento de privados.

De momento, encontram-se a ser efectuadas as obras de Requalificação do Cais de Vila Franca de Xira, a norte do concelho, que ligará o passeio pedonal ao Jardim Constantino Palha, quando a antiga fábrica do descasque do arroz for demolida.

As obras serão executadas em duas fases. A primeira, já iniciada, é a requalificação do muro do cais. A segunda é a requalificação da zona envolvente ao cais, com início previsto para Junho.

O investimento desta obra é de 720.300 euros e conta com a participação da câmara municipal, QREN, União Europeia, Porto de Lisboa e o Programa Operacional Regional Por Lisboa.

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira idealiza também a ligação da zona ribeirinha a sul do concelho ao Parque das Nações, através de uma ciclovia entre a zona ribeirinha da Póvoa e o futuro Parque do Trancão. O Parque do Trancão pertence ao Município de Loures. A boa notícia é que Vila Franca e Loures estão já em negociações.


*Este texto foi escrito no âmbito do curso: Ateliê de Jornalismo Web, do Cenjor. No módulo de Escrita Digital. Foi também publicado no site http://www.cidadedealverca.com/.


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Uma obra, duas fases

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira construiu o passeio pedonal ao abrigo do programa Polis, Programa de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental das Cidades.


Numa primeira fase, iniciada em Fevereiro de 2005, o percurso tinha apenas 700 m de extensão, desde a Casa-Museu Dr. Sousa Martins, em Alhandra, até à Fábrica Cimianto. Tem agora 3 quilómetros de comprimento e 4,25 m de largura, após prolongamento, a 4 de Outubro de 2008, até à antiga fábrica do descasque do arroz, em Vila Franca.

Além da “ligação pedonal e de ciclovia entre os núcleos urbanos de Alhandra e Vila Franca, a obra criou condições de acesso ao rio, aliadas ao desenvolvimento de actividades de recreio e lazer”, afirma Luís Matas de Sousa, urbanista e director do Projecto Municipal de Requalificação Urbana, que acompanhou todo o processo, desde a sua elaboração.

O investimento

A obra somou um investimento superior a sete milhões de euros. Contou com financiamentos comunitários e com o envolvimento de algumas entidades para além da Câmara Municipal. Essas entidades foram a Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo.

“A participação financeira do Estado, através da PIDDAC, correspondeu a 40% e a comparticipação de fundos comunitários foi de 50% do investimento global feito pela câmara”, sublinha o urbanista.

A obra contou ainda com o apoio da REFER, no alargamento e estabilização da Plataforma Ferroviária contígua ao Rio Tejo e na construção de uma passagem superior à via-férrea que, para além de miradouro, dá acesso ao Parque Urbano do Cevadeiro, onde se realiza anualmente a Feira de Outubro e algumas actividades desportivas, como a emblemática Corrida das Lezírias.


*Este texto foi escrito no âmbito do curso: Ateliê de Jornalismo Web, do Cenjor. No módulo de Escrita Digital.


Quem caminha sempre alcança

Melhorar a qualidade de vida da população foi o principal objectivo da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira quando decidiu avançar com a construção de um passeio pedonal ribeirinho entre a sede de concelho e a vila de Alhandra.


“Está preparado para começar a fazer exercício físico?” A pergunta que ocupa o placard informativo interpela aqueles que iniciam uma prática desportiva no caminho pedonal, do lado de Alhandra.
Hoje, constantemente expostos a agressões como o stress e a ansiedade, há que evitar danos e apostar em hábitos saudáveis. O exercício físico é um bom método: protege a saúde e contribui para uma vida mais longa e com mais qualidade.

O desejo de ter uma vida mais saudável levou a que se registasse um aumento significativo de prática desportiva no concelho de Vila Franca. Aqueles que não faziam desporto, porque não frequentam ginásios, vêem agora uma oportunidade para mudar as suas rotinas. O passeio veio oferecer à população um espaço agradável para a prática de exercício físico e bem-estar. A custo zero.

Com início em frente à Casa-Museu Dr. Sousa Martins, em Alhandra, passando pelo Parque da Marinha, a Praça de Toiros Palha Blanco, e acabando nas imediações da antiga fábrica do descasque do arroz em Vila Franca, este espaço parece ter cada vez mais “adeptos” e “simpatizantes”. Desde crianças de tenra idade até aos mais idosos, o passeio parece agradar a todos.

Caminhar e correr

As crianças deixam os computadores e as playstations em casa e vão andar de patins ou bicicleta. Os mais idosos ficam pelas caminhadas, na maior parte dos casos acompanhados por um amigo ou familiar. Fernanda Gomes e Ermelinda Almeida, reformadas, vizinhas, amigas e adeptas desta modalidade, já não podem passar sem as suas caminhadas diárias. “Todos os dias depois de almoço, caminhamos uma hora”, sublinha Fernanda Gomes.

Morador em Vila Franca de Xira, o naturopata Clemente Rocha salienta a importância destas caminhadas, dizendo que “são uma prática igualmente saudável e acabam por durar bastante mais tempo do que a corrida. Muito usadas por pessoas com alguma debilidade física ou idade avançada, são uma boa alternativa na realização de exercício físico”. O naturopata refere ainda que “as instituições de administração pública têm por missão ajudar a promover aquilo que beneficia a sociedade. Nesse aspecto faz todo o sentido este tipo de investimentos que contrariem o estilo de vida cada vez mais sedentário”.

No entanto, há sempre quem arrisque mais na prática desportiva e experimente a corrida, como é o caso dos mais jovens. Delfim Rocha, engenheiro informático, 28 anos, residente no concelho de Alenquer, a 8 quilómetros de Vila Franca, dirige-se duas a três vezes por semana ao caminho pedonal para correr. “É a única oportunidade que tenho para fazer desporto, porque os dias de trabalho são passados em frente a um computador.”


*Este texto foi escrito no âmbito do curso: Ateliê de Jornalismo Web, do Cenjor. No módulo de Escrita Digital.