O governo do Sudão e o Movimento de Justiça e Igualdade, principal grupo rebelde do Darfur, assinaram esta quarta-feira, no Qatar, um acordo de cessar-fogo, pondo fim a sete anos de conflito armado, numa região que já provocou 2,7 milhões de deslocados e 300 mil mortos.
Os grupos rebeldes do Darfur, que negociavam um acordo de paz desde 2004 para acabar com o conflito armado, iniciado em 2003, devido à pobreza e marginalização dos habitantes daquela região, vêem concretizado aquilo por que tanto ansiavam.
Os principais pontos acordados foram a distribuição de riqueza, a repartição do poder e as medidas de segurança, numa região habitada por quatro milhões de pessoas.
No entanto, para chegar a acordo, o presidente sudanês garantiu que os 105 activistas do Movimento de Justiça e Igualdade, condenados à morte, por participarem num ataque há dois anos perto da capital, serão libertados.
Al Bachir sublinhou que o acordo “é um passo importante para acabar com a guerra e o conflito no Darfur”.
Na cerimónia estiveram presentes o presidente do Sudão, Omar Hasan Al-Bachir, o dirigente máximo do Movimento de Justiça e Igualdade, Jalil Ibrahim, além dos presidentes do Chade, Idriss Debi, e da Eritreia, Isaías Afwerty, e o emitir do Qatar, Hamad Bin Jalifa Al-Zani.
Este último anunciou contribuir com 740 milhões de euros para a reconstrução do Sudão, que segundo o presidente sudanês, será um novo país, estável e pacífico.
S.S.
*Este texto foi escrito no âmbito do curso: Ateliê de Imprensa, do Cenjor. Foi publicado na "Gazeta do Cenjor", de 18 de Fevereiro a 1 de Março de 2010, secção "Internacional", página 16.
*Este texto foi escrito no âmbito do curso: Ateliê de Imprensa, do Cenjor. Foi publicado na "Gazeta do Cenjor", de 18 de Fevereiro a 1 de Março de 2010, secção "Internacional", página 16.
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