José Sócrates, sob suspeição durante seis anos no caso Freeport, já não faz parte da lista de arguidos, desde quinta-feira, por falta de provas do Ministério Público para acusar o primeiro-ministro.
No entanto, os procuradores Pães Faria e Vítor Magalhães encontram indícios suficientes para manter a acusação de alguns arguidos do processo relacionado com a construção do centro comercial de Alcochete.
Suspeito de corrupção e tráfico de influências, o nome de Sócrates aparece associado ao caso, pelo facto da implantação do Freeport, na zona de protecção ambiental do estuário do Tejo, ter ocorrido quando este era ministro do Ambiente.
Segundo Cândida Almeida, coordenadora do Departamento de Investigação e Acção Penal, ainda está a ser analisado o relatório pericial da PJ, sendo necessário “confrontar resultados com o resto da prova e ver se há contradições ou lacunas”, disse.
A conclusão do despacho final será no próximo mês de Abril, quando o Ministério Público emitir “a sua decisão relativamente a todos os suspeitos e arguidos”, revelou Cândida Almeida.
S.S.
*Este texto foi escrito no âmbito do curso: Ateliê de Imprensa, do Cenjor. Foi publicado na "Gazeta do Cenjor", de 18 de Fevereiro a 1 de Março de 2010, secção "Nacional", página 3.
*Este texto foi escrito no âmbito do curso: Ateliê de Imprensa, do Cenjor. Foi publicado na "Gazeta do Cenjor", de 18 de Fevereiro a 1 de Março de 2010, secção "Nacional", página 3.
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